A Bandeira de Dracena foi instituída pela Lei n.º 245, de 20 de agosto de 1959, de autoria do Vereador Magid Zacarias, nos seguintes termos:

        A Bandeira terá o formato retangular, de tamanho variável de acordo com a sua destinação, sendo que no sentido horizontal a medida será sempre um terço maior que no sentido vertical. O campo da Bandeira é dividido em três listas de idêntica largura, sendo as duas laterais coloridas de verde e central colorida de amarelo-ouro. Ao lado esquerdo há um triângulo, abrangendo todo o sentido vertical, com o vértice maior penetrando no centro da lista amarelo-ouro, sendo o campo do triângulo colorida de rubro, contendo três estrelas de cinco pontas, de cor branca, colocadas eqüidistantes de cada vértice do triângulo, formando entre elas outro triângulo. As cores verde e amarelo-ouro, representativas da Bandeira Nacional, simbolizam, pela sua disposição, igualmente as cores da planta dracena, que deu nome à cidade. As três estrelas brancas, cuja cor simboliza a paz cuja égide sob a qual o povo de Dracena deseja viver e prosperar, representam ainda:

        a) Deus, Pátria e Família, símbolos da nossa Fé, do nosso amor ao Brasil e de nossa veneração à família humana;

        b) Igualdade, Liberdade e Fraternidade, a essência do regime democrático sob o império da lei;

        c) Judiciário, Legislativo e Executivo, os três poderes que regem o nosso destino e de todos os povos cultos; e

        d) Dracena, Jaciporã e Jamaica, os três distritos que constituem o município de Dracena.

 

O Brasão D'Armas de Dracena foi instituído pela Lei n.º 245, de 20 de agosto de 1959, de autoria do Vereador Magid Zacarias, nos seguintes termos:

O Brasão D'Armas será um escudo do tipo clássico português, encimada pela coroa mural privativa das municipalidades, em campo de ouro, malhada de sable.

O escudo em campos de goles, prevalece chefes, três escudetes.

No escudete à direita, em campos de goles, o escudo do Estado de São Paulo, recordando que este município é parte integrante do mesmo território.

No escudete do centro, em campo de prata, há uma cruz de Cristo, o símbolo da fé cristã, da fé que norteia este povo profundamente religioso.

No escudete à esquerda, em campos de goles, um braço armado conduzindo a cruz da fé e um machadete, simbolizando os bandeirantes de São Paulo, ao natural, recordando que a fundação desta cidade se deve à obra incansável de verdadeiros bandeirantes modernos.

No centro do escudo, uma planta estilizada, recorda Dracena, cujas cores, ouro e sinople, são o símbolo da nacionalidade e cuja planta deu nome à cidade.

Um rio de prata ao pé do escudo, da direita para esquerda, lembrando o Ribeirão das Marrecas, que deu nome a esta região e cuja nascente fica em nosso município.

Como suportes um ramo de café e um ramo de algodão, frutados ao natural, representando a agricultura de Dracena, cruzam-se abaixo do listra com a divisa: "BRASILIAE COLORES - POPULIQUE LABORES", com o significado: "DO BRASIL, AS CORES - DA TUA GREI, LABORES" externando assim o júbilo por simbolizar no próprio nome, as cores do Brasil, o verde e o amarelo, e, a ventura de receber intensamente, o trabalho profícuo do seu povo, para o progresso e grandeza de Dracena.

 

 HINO A DRACENA

 

Letra e Música do Maestro

AÉCIO DE FÉO FLORA

 

Qual diamante de fino quilate

És do Estado a jóia mais rica

E o teu povo a lutar não se abate

No trabalho que dignifica !

Chovem Bênçãos do céu nesta terra!...

És Dracena o encanto dos teus!...

Da riqueza que o teu solo encerra

Sai fortuna, por graças de Deus!

 

Na escola o mestre ensina

Com saber, amor, dedicação.

Na lavoura o colono anima

o progresso, de arado na mão.

Assistência, que torna amena

A existência, o bem comum.

Na "CIDADE MILAGRE", Dracena,

"Um por todos e todos por um"!

 

Oficina de amor ao trabalho

Onde o povo, operário tenaz,

Verte suor como gotas de orvalho,

Na labuta que tanto lhe apraz.

Para ver-te mais bela lutamos!...

Dar-te-emos até nossa vida!...

És florão do Estado que amamos

E orgulho da pátria querida!

 

 ACRÓSTICO À "CIDADE MILAGRE"

 

Sydney G. Wyss Barreto

Da Academia de Letras de Uruguaiana - RS

 

Dracena: amor que eu vi e senti na vida

Recanto amigo, berço da Bonança!

A imagem tua é o que te faz querida.

Cariz tão puro, igual ao de uma criança...

És uma flor exalando perfume.

Não há no globo o que se iguale em lume

Ao teu porvir repleto de esperança!

 

Dracena, 13 de setembro de 1950 ; 15h35min.