Dracena foi fundada por Írio Spinardi que junto com João Vendramini, Virgílio e Florêncio Fioravante, em 8 de dezembro de 1945, dia em que se concluiu a construção do primeiro rancho, de pau-a-pique, coberto com folhas de coqueiro, destinado a servir de habitação à primeira família que aqui fixou residência. O município de Dracena foi criado pela Lei Estadual n.º 233, de 24 de dezembro de 1948, por intermédio de um projeto de Lei apresentado pelo então Deputado Estadual Dr. Ulisses Guimarães e foi instalado em 04 de abril de 1949, com a posse do primeiro Prefeito Municipal, Sr. Írio Spinardi e da primeira câmara de Vereadores tendo como seu primeiro Presidente o Vereador Messias Ferreira da Palma.

 

 
O nome de Dracena foi escolhido por um concurso popular organizado pela empresa que procedeu o loteamento da área urbana, no qual o vencedor foi o jornalista e poeta Jacob Neto, então residente em Tupã, que se inspirou numa crônica do grande escritor brasileiro Coelho Netto ao relatar o incidente havido entre Euclides da Cunha e o Comantante Buenano, quando ambos faziam parte da comissão mista brasileiro-peruana pelo levantamento do Alto Perus e da demarcação das nossas fronteiras com aquele país amigo. No banquete de despedida dos membros daquela Comissão, oferecido pela delegação peruana, em pleno sertão, num barracão rústico, estavam as bandeiras de todos os países da América, menos a do Brasil. Durante os trabalhos houve uma série de incidentes entre os chefes das duas delegações, pois - diz o cronista Coelho Netto - tanto Euclides da Cunha como Buenano eram homens altivos, de firmeza de caráter e até irascíveis. Por isso é de supor-se que a falta da Bandeira do Brasil tenha sido propositada, como forma de ofensa aos brasileiros presentes. Mas a mesa do banquete estava toda enfeitada com folhas de DRACENA, planta abundante naquela região. E Euclides da Cunha, ao agradecer, em nome do governo, aquela homenagem, felicitou a brilhante idéia do Comandante peruano fazendo com que o Brasil fosse alí representado não por um pedaço de pano, que se compra no comércio, mas sim pela própria natureza, que era a planta Dracena, ostentando em suas folhas verde e amarela as cores da nossa Pátria. O orador foi entusiasticamente aplaudido, principalmente pelos seus patrícios e também efusivamente pelos peruanos, inclusive pelo proprio Buenano.

 

 

DISCURSO DO VEREADOR JOSÉ ROBERTO ZARZUR

SESSÃO SOLENE EM 04.04.91.

(Comemoração da Emancipação Política do Município)

Na década de 40, a Zona da Mata foi invadida por desbravadores que tinham como objetivo primacial, fundar povoados, vilarejos, formar propriedades agrícolas, dando à região um novo visual. Em 1945, Írio Spinardi, Virgílio Fioravante e João Vendramini, adquiriram do Senhor Manoel Miguel do Nascimento uma área de matas virgens, situada na Zona da Mata, situada em lugar privilegiado, passagem obrigatória de Estada de Ferro. Em outubro de 1945, estes homens iniciaram com grande entusiasmo, trabalho de construção de uma cidade. No dia 08 de dezembro do mesmo ano; no local onde hoje está implantada a Praça Central "Arthur Pagnozzi"- Írio Spinardi, com a voz embargada pela emoção dava por fundada a cidade de Dracena, nome sugerido pelo jornalista Jacob David Neto. A data foi escolhida propositadamente por ser santificada, consagrada à Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil e daquele dia em diante, também Padroeira de Dracena. Na Zona da Mata, região oeste de São Paulo, outras povoações também foram fundadas: Atlântida, Irapuru, Adamantina, Junqueirópolis, Tabajara, Gracianópolis, hoje Tupi Paulista e outras. A concorrência para a sobrevivência dessas povoações foi uma verdadeira luta de titãs. Foram utilizados todos os meios e armas disponíveis para a legalização dos novos Municípios. Dracena, contando com o dinamismo e astúcia dos seus fundadores e da população que aqui morava, buscou apoio político na Capital do Estado, encontrando nas pessoas dos ilustres Deputados Estaduais Ulysses Guimarães e Cunha Bueno, o respaldo necessário para conquistar o seu sonho de tornar-se Município. Estes dois parlamentares enviaram todos os esforços no sentido de que isso se tornasse realidade. A Assembléia Legislativa marcou a data para a votação do Projeto que criava os novos municípios. Para a alegria de todos os dracenenses, a nossa cidade estava incluída entre as que mereceriam apreciação por parte dos Senhores Deputados Estaduais. Conta Írio Spinardi, que quando faltavam dois dias para a votação do Projeto, encontrava-se na Assembléia Legislativa quando foi procurado por Ulysses Guimarães, que preocupado lhe dizia: Írio, esquecemos de colher as quatrocentas assinaturas, com firmas reconhecidas, necessárias para que o Projeto possa ser discutido e votado. Naquele mesmo dia, Írio retornou de avião para Dracena, imediatamente reuniu os seus companheiros de luta, contou-lhes o que estava acontecendo, trocaram idéias, estabeleceram o que precisava ser feito e saíram cada um para o seu canto, com a finalidade de colher as assinaturas dos dracenenses, que foram entregues ao Írio Spinardi na manhã do dia em que o Projeto seria votado. De posse das assinaturas, rumou para a cidade de Lucélia para que as mesmas tivessem as firmas reconhecidas. Às 15:30 horas do mesmo dia, na Assembléia Legislativa, Írio Spinardi entregava o fabuloso material aos parlamentares Ulysses Guimarães e Cunha Bueno. A votação foi por ordem alfabética e para gáudio e alegria de toda a população dracenense, a matéria foi aprovada. A Assembléia Legislativa de São Paulo autorizava a criação do Município de Dracena. Faltava agora, o Governador do Estado, Senhor Adhemar de Barros, que era do PSP, sancionar a Lei aprovada pela Assembléia Legislativa. Um dia o Írio foi chamado para comparecer no Palácio dos Campos Elíseos, onde o Governador o esperava para lhe fazer um comunicado: Írio você é do PSD, quer que eu sancione a Lei que cria o Município de Dracena, mas eu vou lhe dizer uma coisa: só vou sancionar a Lei em Dezembro como presente de Natal e somente para os municípios que forem do PSP, todos os do PSD, eu vou vetar. Írio quase veio a desfalecer. Depois de muita discussão, resolveu aceitar o convite do Governador para ingressar no PSP, em troca de ser Dracena elevada a categoria de Município. Írio teve ainda que aceitar um pedido do Governador, o de ser candidato a Prefeito pelo PSP. No dia 24 de dezembro de 1948, no período noturno um alto-falante era instalado num jipe e transmitia a programação de uma Emissora de Rádio de São Paulo. A população aflita aguardava o pronunciamento do Governador, conforme prometera, à meia noite o Chefe do Estado, Adhemar de Barros falava aos Dracenenses, que ele estava sancionando a Lei que criava o Município de Dracena, como um presente de Natal a todos os seus moradores. A Lei n º 233, de 24 de dezembro de 1948, sacramentava a Emancipação Político-Administrativa do nosso Município.

Em 04 de abril de 1949, dava-se a sua instalação. Nesse dia tomaram posse os 13 Vereadores, democraticamente eleitos pelo povo, tendo como seu primeiro Presidente, o Senhor Messias Ferreira da Palma, que empossou como 1º Prefeito de Dracena, o seu fundador, Senhor Írio Spinardi. Graças ao povo ordeiro, dedicado e trabalhador, que aqui fixaram residência, Dracena rapidamente alcançou um ritmo acelerado de crescimento e prosperidade, conquistado por isso a alcunha de "Cidade Milagre". A data de 04 de abril, passou a ter um outro significado importante na vida da população e também de nossa cidade. É que nesta data no ano de 1990, entrava em vigor a "LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO", aprovada e assinada por todos os Vereadores eleitos em 15 de novembro de 1988 e autorizados pelo voto popular a elaborarem pela primeira vez na história do país, uma Lei Municipal. Nesta oportunidade portanto, quando se comemora a autonomia política do nosso Município, devemos reverenciar todos aqueles que passaram ao primeiro plano da história de Dracena, tão importantes que hoje já fazem parte do acervo de lembranças que cultuamos com todo o respeito e admiração, denominando Praças, Ruas, Avenidas, Logradouros Públicos, Escolas, etc. Por fim, necessário se faz, prestarmos nossa eterna gratidão aos homens públicos, Prefeitos, Vice-Prefeitos e Vereadores, que ao longo dos anos, cada qual à sua maneira e de acordo com as dificuldades de cada época, colocaram os seus serviços e capacidade político administrativa à disposição da comunidade dracenense. Assim é, que nesta data, o Senhor Dr. José Cláudio Grando, DD. Prefeito Municipal de Dracena, presta singela homenagem à todos aqueles que um dia tiveram o privilégio de governar esta progressista urbe, inaugurando a Galeria dos Ex-Prefeitos em reconhecimento do trabalho desenvolvido no exercício de seus mandatos.

Para finalizar, elevo meu pensamento ao Deus Todo Poderoso, para que continue abençoando e protegendo, a todos nós, dirigentes e população, para junto e irmanados, continuarmos trabalhando por nossa querida Dracena, a Dracena de nossos filhos.

Muito Obrigado.

 

DISCURSO DO VEREADOR JOSÉ GARCIA MARTINS

SESSÃO SOLENE EM 4.4.2001

Excelentíssimo Senhor Presidente desta Casa de Leis, Professor Vereador Nelson Buzinaro, em seu nome quero saudar os demais companheiros vereadores e vereadores. Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal de Dracena, Sr. Júnior Stelato, em seu nome quero saudar as autoridades constituídas deste município, que se fazem presente a esta Sessão Solene. Excelentíssima Senhora Primeira Dama, Professora Kátia Stelato, em seu nome quero saudar a mulher dracenense. Excelentíssimo Senhor Vereador José Roberto Zarzur, em seu nome quero saudar os Ex-presidentes desta Casa, que nesta noite são nossos homenageados.

Povo de Dracena: Para mim, neste momento é uma honra estar falando em nome dos demais colegas para recordarmos a história de Dracena..... Antes de falar sobre a data em que comemoramos a Emancipação Político-administrativa de Dracena, gostaria de relembrar a sua fundação.... em 1936, a família Fioravanti adquiriu neta região uma área de 1000 alqueires de terra, e começou a sua colonização na região chamada perobal, hoje Jaciporã. Em 1945, Írio Spinardi, João Vendarmin e Virgílio Fioravante constituíram a empresa que iria fundar e colonizar Dracena. Em 8 de dezembro de 1945, erguem a primeira casa e comemoram a fundação da cidade no Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil (daí em diante padroeira de Dracena).

Em 1948, através de um Decreto-lei de n.º 233, o então Deputado Estadual Ulisses Guimarães cria a cidade de Dracena, cuja lei é sancionada pelo Governador do Estado de São Paulo, Dr. Adhemar de Barros no dia 24 de dezembro de 1948. Foi como um presente e natal ao povo dracenense, que saiu às ruas para ouvir a mensagem do governador, anunciada através do serviço de alto-falante, que transmitia a programação de uma emissora de São Paulo. No dia 4 de abril de 1949, portanto, dá-se a criação oficial do município, com a posse da primeira Câmara Municipal com 13 vereadores, que, sob a presidência do Vereador Messias Ferreira da Palma (pai do Secretário Donaldo Ferreira da Palma, aqui presente), dá posse ao primeiro Prefeito eleito em Dracena e seu fundador, Senhor Írio Spinardi.

Assim, meus amigos, nós temos duas datas cívicas a serem comemoradas em Dracena: Primeiro, a sua fundação, que ocorreu no dia 8 de dezembro de 1945 e, por fim, o dia 4 de abril de 1949, que é o dia de sua emancipação administrativa.

Não podemos falar de Dracena sem enaltecer a origem do nome “Dracena”. Írio Spinardi, em 1945, quando resolveu fundar Dracena, morava na cidade de Tupã, e promoveu um concurso pela Rádio para escolha do nome da  nova cidade. A sugestão escolhida foi do jornalista de Tupã, Jacob Neto, que sugeria o nome de “Dracena”, pelo fato de termos aqui na região predominância de plantas com esse nome. Dracena é uma planta da família das Liliáceas, as quais têm em suas folhas as cores verde e amarela, cores da Bandeira Brasileira.

Ao argumentar pela escolha do nome “Dracena”, o jornalista Jacob Neto fazia também menção a um episódio ocorrido na fronteira Brasil e Peru, quando da demarcação do limite da fronteira entre os dois países. Naquela ocasião, encontravam-se presentes na fronteira representantes de todos os países da América, incluindo a delegação brasileira. A delegação brasileira era comandada pelo grandioso Euclides da Cunha, que tinha divergências com o comandante peruano devido à demarcação da fronteira. Após o evento, e com a demarcação já feita, o comandante peruando ofereceu uma confraternização a todos os presentes, e colocou na mesa principal a bandeira de cada país presente, esquecendo a propósito, a bandeira brasileira. Mas, a mesa principal tinha sido enfeitada com várias plantas “Dracena”. Após vários discursos, é chegada a hora do representante brasileiro, Euclides da Cunha, usar a palavra e inicia seu discurso agradecendo ao representante peruano, por não ter colocado na mesa principal a bandeira do Brasil. Mas, diz que a bandeira nacional estava ali representada pela natureza, através das cores verde e amarela, presentes na planta dracena. Foi aplaudido em pé por todos que ali estavam, inclusive pelo comandante peruano.

E para finalizar esta saudação à História de Dracena e ao seu povo, rogo a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil e padroeira de Dracena, que continue abençoando Dracena e a todo seu povo....

 Parabéns Dracena!!!

 Muito Obrigado

 

 
 O primeiro menino registrado em Dracena foi Pedro Carlos Bocca, filho do conceituado médico Dr. Pedro Bocca Neto.
  A primeira menina foi Neyde Maria de Oliveira.
  O primeiro frei foi Frei Angélico.
  A primeira missa foi rezada pelo Padre Bernardes.
  O primeiro sepultamento foi da Sr.ª Genebra Coscato.
  O primeiro casamento uniu Manoel Braz da Cruz e Alaide Paschoalette.
  A primeira professora foi Dona Zizi Bocca.
 A primeira casa de madeira foi erguida pelo Senhor Antonio Rodrigues de Barros, assim como o primeiro prédio de Tijolos.
  A primeira farmácia foi de propriedade de Messias Ferreira da Palma.
  O primeiro Armazém de secos e molhados pertencia ao Sr. Victor Mascule.
  O primeiro cinema de Dracena foi o "Cine São Luiz".
  A estação ferroviária foi inaugurada em Dracena no dia 30 de dezembro de 1959.
 O aeroporto de Dracena foi inaugurado em 09 de dezembro de 1984.